Cirurgias Estéticas

Explante mamário

Remove os implantes mamários com planejamento individualizado, avaliando cápsula, tecidos, formato das mamas, segurança e objetivos da paciente.

Remove os implantes mamários com planejamento individualizado, avaliando cápsula, tecidos, formato das mamas, segurança e objetivos da paciente.

Explante mamário

O explante mamário é a cirurgia realizada para retirar implantes de silicone das mamas. A decisão pode ocorrer por escolha pessoal, mudanças estéticas, desconforto, alterações identificadas em exames ou complicações relacionadas às próteses.

A retirada dos implantes não corresponde apenas à remoção de um dispositivo. O planejamento também precisa considerar a cápsula formada naturalmente ao redor da prótese, a quantidade de tecido mamário, a elasticidade da pele, o formato atual das mamas e o resultado esperado pela paciente.

Dependendo dessas características, o explante pode ser realizado isoladamente ou associado a outras técnicas, como mastopexia, remodelação dos tecidos ou enxerto de gordura.

O que é explante mamário?

O explante é o procedimento cirúrgico utilizado para remover uma prótese mamária.

Durante a cirurgia, o médico avalia:

  • a posição dos implantes;

  • a integridade das próteses;

  • a espessura e as características da cápsula;

  • a quantidade de tecido mamário;

  • a presença de flacidez;

  • o formato esperado após a retirada.

O planejamento deve ser individualizado porque as mamas não retornam necessariamente ao formato existente antes da colocação dos implantes.

Por que algumas pacientes decidem retirar o silicone?

A retirada pode ser considerada por diferentes razões:

  • desejo de não utilizar mais implantes;

  • mudança na preferência estética;

  • desconforto ou sensação de peso;

  • alteração no formato das mamas;

  • ruptura do implante;

  • contratura capsular;

  • deslocamento ou rotação da prótese;

  • assimetria;

  • alterações detectadas nos exames;

  • necessidade de investigação médica;

  • decisão de substituir as próteses por outro tratamento.

A indicação precisa considerar o histórico da paciente, seus sintomas, os exames disponíveis e seus objetivos.

Os implantes precisam ser trocados obrigatoriamente após dez anos?

Não existe um prazo único que obrigue todas as pacientes a substituir ou retirar os implantes após dez anos.

As próteses mamárias não são consideradas dispositivos vitalícios, mas a necessidade de intervenção depende de fatores como:

  • sintomas;

  • ruptura;

  • contratura capsular;

  • mudanças de posição;

  • alterações estéticas;

  • resultados de exames;

  • vontade da paciente.

O acompanhamento médico e os exames recomendados são importantes mesmo quando não existem sintomas.

O que acontece com as mamas depois da retirada?

O aspecto das mamas após o explante varia conforme:

  • tamanho dos implantes;

  • tempo de utilização;

  • quantidade de tecido mamário;

  • qualidade e elasticidade da pele;

  • presença de flacidez;

  • histórico de gravidez ou amamentação;

  • oscilações de peso;

  • idade;

  • necessidade de retirar parte da cápsula.

Após a remoção, podem ocorrer redução de volume, excesso de pele, alteração do formato ou queda das mamas.

Por esse motivo, o planejamento precisa abordar não apenas a retirada, mas também como os tecidos serão reorganizados.

As mamas voltam ao formato anterior ao silicone?

Não necessariamente.

Durante o período de utilização dos implantes, a pele e os tecidos podem sofrer distensão. Além disso, gravidez, amamentação, envelhecimento e variações de peso podem modificar as mamas ao longo dos anos.

Em algumas pacientes, ocorre retração satisfatória da pele. Em outras, pode permanecer flacidez ou redução importante de volume.

O resultado possível deve ser discutido durante a consulta.

Explante e mastopexia podem ser realizados juntos?

Sim.

A mastopexia pode ser associada ao explante quando existe excesso de pele, queda das mamas ou necessidade de reposicionar a aréola.

A cirurgia pode:

  • remover pele excedente;

  • reposicionar os tecidos;

  • elevar as mamas;

  • ajustar a posição da aréola;

  • remodelar o tecido mamário existente.

Nem toda paciente precisa de mastopexia. A indicação depende da anatomia e da expectativa em relação ao resultado.

É possível retirar o silicone sem fazer mastopexia?

Sim, em casos selecionados.

O explante isolado pode ser considerado quando:

  • existe boa elasticidade da pele;

  • os implantes não são muito grandes;

  • há quantidade suficiente de tecido mamário;

  • a paciente aceita uma possível redução de volume;

  • não existe flacidez significativa.

Entretanto, somente a avaliação presencial permite estimar como as mamas poderão se comportar depois da retirada.

É possível substituir o implante por gordura?

Em algumas pacientes, pode ser realizada a lipoenxertia mamária, utilizando gordura retirada de outras regiões do corpo.

Essa técnica pode ajudar a:

  • recuperar parcialmente o volume;

  • suavizar irregularidades;

  • melhorar o contorno;

  • preencher regiões específicas.

A gordura não reproduz necessariamente o mesmo volume ou projeção de um implante. Além disso, parte do material enxertado pode ser absorvida pelo organismo.

A indicação depende da disponibilidade de gordura, da anatomia mamária e do resultado desejado.

O que é a cápsula ao redor do implante?

O organismo forma naturalmente uma camada de tecido cicatricial ao redor de qualquer implante. Essa estrutura é chamada de cápsula periprotética.

Na maioria das pacientes, ela permanece fina e flexível. Em outras, pode se tornar mais espessa, endurecida ou contraída.

A cápsula precisa ser avaliada durante o planejamento do explante.

A cápsula sempre precisa ser removida?

Não.

A necessidade de retirar parcial ou totalmente a cápsula depende de fatores como:

  • contratura capsular;

  • ruptura do implante;

  • espessamento;

  • calcificação;

  • seroma;

  • alteração suspeita;

  • posição da cápsula;

  • aderência às estruturas próximas.

Em alguns casos, a cápsula pode ser preservada parcial ou integralmente. Em outros, sua retirada pode ser indicada.

A decisão deve priorizar a segurança e os achados clínicos, não apenas um termo divulgado nas redes sociais.

O que é capsulectomia?

A capsulectomia é a retirada cirúrgica de parte ou de toda a cápsula formada ao redor do implante.

Ela pode ser classificada como:

Capsulectomia parcial

Somente uma parte da cápsula é removida.

Capsulectomia total

Busca retirar toda a cápsula, embora a possibilidade técnica dependa de sua aderência e proximidade com estruturas importantes.

A retirada completa pode aumentar a extensão da cirurgia e os riscos, especialmente quando a cápsula está aderida à parede torácica.

O que significa explante “em bloco”?

A expressão costuma ser utilizada para descrever a retirada do implante dentro da cápsula, sem abertura desse conjunto durante a remoção.

Essa técnica possui indicações específicas e não deve ser tratada como obrigatória para todos os explantes.

A possibilidade depende de:

  • espessura e integridade da cápsula;

  • aderência aos tecidos;

  • posição do implante;

  • risco de lesão;

  • suspeitas clínicas específicas.

Em alguns casos, tentar remover todo o conjunto dessa forma pode aumentar o risco de sangramento, lesão muscular ou comprometimento de estruturas do tórax.

O que é contratura capsular?

A contratura capsular ocorre quando a cápsula ao redor do implante se contrai ou endurece.

Ela pode provocar:

  • aumento da firmeza da mama;

  • deformidade;

  • assimetria;

  • deslocamento do implante;

  • desconforto;

  • dor.

Dependendo da intensidade, pode ser necessário retirar ou substituir o implante e tratar a cápsula.

Implante rompido precisa ser retirado?

A ruptura precisa ser avaliada por um cirurgião plástico.

O tratamento depende do tipo de implante, do conteúdo, dos sintomas e dos achados dos exames. Em muitos casos, é indicada a retirada da prótese comprometida e a limpeza adequada do espaço.

A paciente pode optar pela colocação de um novo implante ou pelo explante definitivo, dependendo de suas condições e preferências.

O que é “doença do silicone”?

A expressão “doença do silicone” ou Breast Implant Illness é utilizada por algumas pacientes para descrever sintomas sistêmicos variados, como fadiga, dores, alterações cognitivas e outros desconfortos.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica informa que algumas pacientes relatam melhora após o explante, mas a relação entre esses sintomas e os implantes ainda não está completamente esclarecida cientificamente.

Isso não significa que os sintomas devam ser ignorados. Eles precisam ser investigados de forma ampla, sem assumir antecipadamente uma causa única.

O explante garante o desaparecimento dos sintomas?

Não é possível garantir.

Algumas pacientes relatam melhora parcial ou completa, enquanto outras permanecem com sintomas depois da cirurgia.

Como manifestações sistêmicas podem possuir diversas causas, é importante realizar avaliação clínica adequada antes de atribuí-las exclusivamente aos implantes.

O explante deve ser decidido após discussão clara sobre benefícios, limitações e incertezas.

Como é realizada a cirurgia?

De forma geral, o procedimento pode envolver:

  1. marcação pré-operatória;

  2. realização da incisão;

  3. acesso ao espaço do implante;

  4. retirada da prótese;

  5. avaliação e tratamento da cápsula;

  6. remodelação dos tecidos, quando indicada;

  7. possível mastopexia ou enxerto de gordura;

  8. fechamento das incisões;

  9. colocação de curativos e, em alguns casos, drenos.

A cirurgia deve ser realizada em ambiente adequado, com suporte anestésico e estrutura compatível com o procedimento.

A cicatriz antiga pode ser utilizada?

Frequentemente, é possível utilizar a cicatriz existente para acessar o implante.

Quando o explante é associado à mastopexia ou exige tratamento mais amplo dos tecidos, podem ser necessárias novas cicatrizes.

O padrão depende de fatores como:

  • grau de flacidez;

  • quantidade de pele;

  • posição da aréola;

  • técnica utilizada;

  • necessidade de remodelação.

Toda cirurgia produz cicatrizes, cuja aparência se modifica ao longo dos meses.

Como é a recuperação?

A recuperação varia de acordo com a extensão da cirurgia.

Um explante isolado pode apresentar recuperação diferente de um procedimento associado a capsulectomia extensa, mastopexia ou enxerto de gordura.

No pós-operatório, podem ser recomendados:

  • curativos;

  • sutiã cirúrgico;

  • controle do esforço físico;

  • caminhadas leves;

  • cuidados com as incisões;

  • uso das medicações prescritas;

  • consultas periódicas;

  • acompanhamento de possíveis drenos.

A American Society of Plastic Surgeons informa que podem ser utilizados curativos, drenos e sutiã de suporte para auxiliar no controle do inchaço durante a recuperação.

Quanto tempo demora para ver o resultado?

A redução do volume é percebida logo após a retirada, mas o formato inicial não representa o resultado definitivo.

Nas primeiras semanas, podem existir:

  • inchaço;

  • assimetria temporária;

  • irregularidades;

  • retração progressiva da pele;

  • mudanças na posição dos tecidos.

A aparência evolui durante os meses seguintes conforme ocorre cicatrização e acomodação.

Preciso usar sutiã cirúrgico?

O uso pode ser recomendado para oferecer suporte, controlar o inchaço e aumentar o conforto.

O modelo e o período de utilização variam conforme:

  • técnica realizada;

  • presença de mastopexia;

  • condição dos tecidos;

  • preferência do cirurgião;

  • evolução pós-operatória.

A paciente deve seguir a orientação específica recebida.

Quando posso voltar ao trabalho?

O período depende da extensão da cirurgia e da atividade profissional.

Trabalhos administrativos podem permitir retorno mais cedo. Atividades que envolvem peso, movimentos repetitivos dos braços ou esforço físico podem exigir mais tempo.

A liberação deve ocorrer durante o acompanhamento médico.

Quando posso voltar à academia?

O retorno deve ser gradual.

Caminhadas leves podem ser estimuladas conforme orientação. Exercícios de membros superiores, musculação, corrida e atividades de impacto precisam aguardar liberação.

Retornar precocemente pode aumentar o risco de sangramento, inchaço e problemas na cicatrização.

Quais são os riscos do explante?

Entre os riscos possíveis estão:

  • sangramento;

  • hematoma;

  • seroma;

  • infecção;

  • assimetria;

  • perda de volume;

  • irregularidade do contorno;

  • alteração de sensibilidade;

  • cicatrização desfavorável;

  • necrose de gordura;

  • flacidez residual;

  • dor persistente;

  • trombose;

  • complicações anestésicas;

  • necessidade de cirurgia revisional.

A ASPS também relaciona assimetria, sangramento, seroma, hematoma, infecção, alterações de sensibilidade, cicatrização inadequada e possibilidade de nova cirurgia entre os riscos da retirada de implantes.

É possível colocar outro implante no futuro?

Sim.

Uma paciente que realizou explante pode decidir colocar novos implantes posteriormente, desde que exista indicação e condições adequadas dos tecidos.

Em alguns casos, pode ser recomendável aguardar a cicatrização e a acomodação completa antes de decidir sobre uma nova cirurgia.

Quais exames podem ser solicitados?

Dependendo do caso, podem ser solicitados:

  • exames laboratoriais;

  • ultrassonografia mamária;

  • mamografia;

  • ressonância magnética;

  • avaliação cardiológica;

  • exames relacionados a sintomas específicos.

A escolha depende da idade, do histórico médico, do tipo de implante e dos achados clínicos.

Como escolher um cirurgião plástico?

É importante verificar:

  • registro ativo no Conselho Regional de Medicina;

  • Registro de Qualificação de Especialista;

  • experiência com cirurgia mamária;

  • estrutura do local cirúrgico;

  • acompanhamento pós-operatório;

  • clareza sobre riscos e alternativas.

Durante a consulta, o profissional deve avaliar a saúde geral, examinar as mamas e discutir as opções e os resultados possíveis.

Agende uma avaliação individualizada

O explante mamário deve ser planejado considerando não apenas a retirada das próteses, mas também a cápsula, a qualidade da pele, o volume existente e as expectativas da paciente.

Durante a consulta, o Dr. Rodolfo Oliveira poderá avaliar os implantes, os tecidos mamários e os exames disponíveis para explicar quais alternativas são compatíveis com seu caso.

Aviso importante: este conteúdo possui caráter educativo e não substitui consulta, diagnóstico ou indicação médica. Os resultados, riscos e períodos de recuperação variam conforme cada paciente.

Antes da decisão

O conteúdo desta página tem caráter educativo. A indicação depende de consulta presencial, avaliação clínica, análise de exames quando necessários e conversa clara sobre riscos, alternativas e recuperação.